domingo, maio 31, 2020

Algumas Palavras – VII – Versão Revisada


"O que se encontra dentro da caixa é o conhecido:
O que se encontra fora da caixa é o desconhecido:
Quem tem feito a caixa?"


- James Joyce, "As Máscaras dos Illuminati"

sábado, maio 30, 2020

Algumas Palavras – VI – Versão Revisada


"Cremos em nosso livre-arbítrio: Não temos eleição nesse assunto."


- Einstein, "As Máscaras dos Illuminati"

sexta-feira, maio 29, 2020

Algumas Palavras – V – Versão Revisada


"O oposto de uma verdade trivial, é falso; o oposto de um grande verdade é/está outra verdade"


- Niels Bohr


Trecho original:


"The opposite of a trivial truth, is false; the opposite of a great truth is also truth."

quinta-feira, maio 28, 2020

Experiência de Prática Meditativa e “Alteração do Estado de Consciência” - Continuação


Nota

Alguns trechos foram transcritos de uma postagem anterior, para não estar como necessária a leitura do artigo antigo, antes deste (abaixo).


Da segunda-feira (27/04/2020) até sábado (09/05/2020) estive praticando e completando uma série de práticas meditativas, “zazen” mencionado na postagem anterior (Experiência de Prática Meditativa e “Alteração do Estado de Consciência”: http://aliceunbound.blogspot.com/2020/04/experiencia-de-pratica-meditativa-e.html ), acrescida de um exercício de visualização que considero também como uma prática meditativa.


Isso foi feito de modo adaptado com base nas instruções de Nicholas Graham. As instruções que seguem abaixo, estão descrevendo a forma que fiz:


Coloquei uma folha branca de papel A4, na vertical, em frente de uma das portas de meu armário, no quarto pessoal, pregada na parte superior por “fita adesiva” - útil pois “diminui as distrações”.


Uma vez já mais acostumado a me colocar em uma distância “adequada” (ver postagem anterior, Experiência de Prática Meditativa e “Alteração do Estado de Consciência”: http://aliceunbound.blogspot.com/2020/04/experiencia-de-pratica-meditativa-e.html ) sentava em uma cadeira com encosto – utilizando-o como apoio para as costas-, com os pés sobre um banco de madeira, para que eu pudesse estar firme com os pés lá no chão (indiretamente) - o banco fica entre o meu pé e o chão e tem a função de não deixar os pés no ar ou mal sentado, na cadeira, e com os pés no chão.


Assim, minhas coxas ficam paralelas ao chão, os joelhos com uma dobra de 90o. graus, e os pés também paralelos. Coloquei as mãos apoiadas sobre os joelhos.


Após me acomodar, buscava manter o olhar que não era fixo e sim relaxado, mais ou menos no centro do papel durante ao menos 10 minutos. Muitas vezes, percebendo espontaneamente, durante o exercíco, em volto em pensamentos, e logo, ao perceber isso, voltava o olhar e a atenção para o centro da A4 e deixava os pensamos passeram “naturalmente”, “agitarem” “naturalmente” - se essa agitação ocorresse – sem força a agitação e sem forçar eles acalmarem.


Em relação ao tempo do segundo exercício: praticava ao menos 20 minutos - de visualização sobre a folha de papel em branco de um quadrado equilátero de contorno amarelo – as vezes visualizava a parte interna do quadrado, também em amarelo.


Tenho dúvida se o objetivo dessas práticas conjuntas (“zazen” + visualização dessa forma plana) seria ver “como se estivesse vendo (mesmo) pelos olhos” a figura amarela. Assim posto, não sei se tive algum sucesso nessa prática, mas foi interessante tentar, e apreciar em alguns momentos durante a primeira prática, de um estado alterado, na maior parte do tempo leve, mas sensível, perceptível.


Pratiquei esses exercícios juntos, como Graham (2009) explica: “por mais ou menos uma semana” – então os fiz durante treze dias seguidos.


Passei para outra conjunção de exercícios, por mais treze dias - do dia 10/05/2020 (domingo) ao dia 22/05/2020 (sexta-feira) – mínimo de 10 minutos do “zazen” com 10 minutos de canto (alto), com mais – ao menos - 10 minutos com canto silencioso – feito mentalmente.


O trecho que dediquei a “cantar” foi uma parte do poema “Augúrios da Inocência” - título original: “Auguries of Innocence”-, de William Blake:


“To see a World in a Grain of Sand

And a Heaven in a Wild Flower

Hold Infinity in the palm of your hand

And Eternity in an hour”


Com o “canto”, após o relaxamento do “zazen”, entrava em estado alterado de consciência, de modo mais definido do que quando fazia a visualização citada acima – tanto no “canto” em voz alta, quanto silenciosamente.


Boa parte do tempo e quando “cantei” de forma silenciosa, passei a seguir um determinado padrão de comportamento em um determinado ritmo: inspirava e abria os olhos no primeiro verso, expirava e fechava no segundo verso, inspirava e abria no terceiro e expirava e fechava-os no quarto verso.


Assim fora algumas das minhas últimas experiências com o “treinamento” mágicko do livro “The Four Power”, de Nicholas Graham. Esperem uma próxima postagem com mais informações de práticas recentes.


Referência


GRAHAM, Nicholas. The Four Powers: Magical Practice for Beginners of All Ages. Stafford: Immanion Press, 2009.


Update (27/08/2020)


Experiência de Prática Meditativa e “Alteração do Estado de Consciência”:


https://aliceunbound.blogspot.com/2020/04/experiencia-de-pratica-meditativa-e.html


Experiência de Prática Meditativa e “Alteração do Estado de Consciência” - Continuação da Continuação:

https://aliceunbound.blogspot.com/2020/08/experiencia-de-pratica-meditativa-e.html

Algumas Palavras – IV – Versão Revisada


"Mas será que a vida é racional e a verdade coerente?"


- Monique Augras, “O Ser da Compreensão: fenomenologia da situação de psicodiagnóstico”, p. 83

quarta-feira, maio 27, 2020

Algumas Palavras – III – Versão Revisada


"Analogias podem ser perigosas, Amanda,’ ele diz, sorrindo um pouco, ‘porque o mundo é como um castelo de areia..."


- Senex, o Velho, “Mago: A Ascensão 2ed.”

terça-feira, maio 26, 2020

Algumas Palavras – II – Versão Revisada


"A verdade absoluta é/está que não existe verdade absoluta."

- Book of Mirros: The Mage: Ascension's Storytellers Guide


Trecho original - a fonte da tradução acima:


“The absolute truth is that there is no absolute truth."

- Book of Mirrors: The Mage: Ascension's Storytellers Guide*


Nota: "Livros de/dos Espelhos: Guia do Narrador de Mago: A Ascensão" (nome original: "Book of Mirrors: The Mage: Ascension's Storytellers Guide")

segunda-feira, maio 25, 2020

Algumas Palavras – I – Versão Revisada


Trecho transcrito do módulo básico de "Mago: A Ascensão" 2ed. (Versão em Português), p.136:


“Descascamos a face da razão
Para encontrar pelo menos um sinal
Que revelaria as dimensões verdadeiras
Da vida para que não a esqueçamos"

- Dead Can Dance, “Anywhere Out of the World”


Trecho original da letra da música:


“We scaled the face of reason,
To find at least one sign,
That could reveal the true dimensions,
Of life, lest we forget"

- Dead Can Dance, "Anywhere Out of the World”


Nota do Escritor do Blog – traduzindo o nome da banda e da música: "Morto pode Dançar" (nome original da banda: "Dead Can Dance"), "Qualquer lugar fora do mundo" (nome original da música: "Anywhere out of the world").


Fonte do trecho original da letra da música (Acessado em 24/05/2020): https://www.google.com/search?ei=o4rKXrvxKI-65OUPk7CUyA4&q=dead+can+dance+anywhere+out+of+the+world+lyrics&oq=DEAD+CAND+DANCE+ANY&gs_lcp=CgZwc3ktYWIQAxgBMgYIABAWEB4yBggAEBYQHjIGCAAQFhAeMgYIABAWEB4yBggAEBYQHjIGCAAQFhAeMgYIABAWEB4yBggAEBYQHjIGCAAQFhAeMgYIABAWEB46AggAOgQIABBDOgUIABCDAToECAAQCjoGCAAQChATOgoIABAIEA0QHhATOgQIABANOgYIABANEB46BAgAEBM6CAgAEA0QHhATOggIABAWEB4QEzoHCCEQChCgAVDUtghYjuAIYPzsCGgDcAB4AIABhQWIAagkkgELMS40LjYuMS4yLjKYAQCgAQGqAQdnd3Mtd2l6&sclient=psy-ab

domingo, maio 24, 2020

Algumas Palavras–Versão Revisada


A partir de amanhã começo a postagem da série de “posts” “Algumas Palavras” em uma “Versão Revisada”. Será uma postagem por dia, durante vários dias seguidos, de “algumas palavras” constituídas de trechos curtos, fragmentos de textos que considero relevantes.

sexta-feira, maio 15, 2020

Desvio Espiritual: quando a espiritualidade nos desconecta do que realmente importa – Robert Augustus Masters–Resenha


Este artigo foi escrito há mais tempo, mas não consegui identificar a data exata em que o foi.


Aqui apresento o livro “Spiritual Bypassing: when spirituality disconnect us from what really matters”, de Robert Augutus Masters, um psicoterapeuta ligado à espiritualidade, que escreveu outra boa obra, o “Neurolinguagem”.


“Desvio espiritual”, como traduzi, “spiritual bypassing” - termo cunhado por John Welwood -, que significa: “o uso de práticas ou crenças espirituais para fugir do lidar com sentimentos de sofrimento, feridas não resolvidas e necessidades de desenvolvimento.”.


Tive a intenção de ler esse livro, pois percebi que estava em um desvio espiritual. Percebia que fugia de certas questões e me refugiava nas crenças e práticas espirituais e isso ainda acontece, mas com menos intensidade e mais consciência.


O livro tem uma Abordagem Integral, relativa ao pensamento de Ken Wilber, o qual escreveu comentário, que aparece na capa do mesmo. Essa abordagem objetiva integrar o corpo, as emoções, a mente, o psicológico, o espiritual e o social.


Várias formas e nuances do desvio espiritual são apresentadas nesse livro, entre elas, duas: a “espiritualidade descorporificada” e a fuga de emoções difíceis.


Passei, ao menos, por essas duas formas de desvio. Tendo influencia da nossa cultura dualista que separa a espiritualidade da matéria e o corpo da mente, me desconectei do corpo e, agora, estou em uma jornada, na busca da integração dessas duas partes, em direção a uma recorporificação.


A fuga das emoções difíceis ainda ocorre, comigo, de modo que, por estar em certa paz, serenidade e calmaria, uma zona de conforto criada pela prática de meditação, na qual às vezes evito entrar em contato com a tristeza, sofrimento e dor, deixando questões psicológicas não resolvidas e, muitas vezes, adiando mudanças comportamentais.


Um dos pontos fortes abordados por Desvio Espiritual está em considerar não somente a espiritualidade, mas também o corpo e a psique, unindo diversas perspectivas de nossa vivência, assim como faz Ken Wilber. Indico-o para aqueles interessados no trabalho wilberiano, quero dizer, na Teoria e Prática de Vida Integral


Esse livro me fez entrar mais em contato com minha experiência, reconsiderar uma abordagem em relação ao corpo, reconhecendo a importância dele, e ver como estava em desvio espiritual, podendo assim resignificar o que chamo de espiritual e como vivo essa área da existência, levando a uma nova direção esse campo tão importante da minha vida.

quinta-feira, maio 14, 2020

A Raiva – Uma Revisão Bibliográfica - Parte 3: na Psicossíntese – Parte B – Psicossíntese: Manual de princípios e técnicas – de Dr. Roberto Assagioli


Se você não leu as Partes anteriores, pode ler adiante e de forma independente das outras Partes.


O texto aqui exposto, se propõe a estar como um resenha relativa ao livro “Psicossíntese: Manual de princípios e técnicas”, escrito por Dr. Robeto Assagioli, no que ele discursa sobre catarse, raiva e agressividade – então, aqui enfatizamos o “Capítulo IV – Psicossíntese Pessoal: Técnicas”.


Roberto Assagioli descreve um conjunto de técnicas que desfazem energias em excesso como liberadas por consequência da “exploração do inconsciente” e eficientes no lidar com a energia emocional excessiva (p. 115).


A “catarse”, importante no processo psicanalítico, foi abordada por Freud que descobriu que a “passagem para a consciência de um conteúdo inconsciente” e “a descarga emocional” conjunta dessa passagem, cura – que em outras palavras está como “a eliminação de sintomas” (p. 115).


R. Assagioli, nos mostra uma primeira técnica envolvendo a “catarse” - no livro base desta resenha - chamada de: “Reviver a Situação” - na qual o que ocorre está como auto descrito, a revivência, o reexperimentar de uma situação (passada).


O paciente, deve, e é orientado para viver novamente o evento que causou o distúrbio emocional, fazendo assim uma “descarga psicossomática” e esse procedimento deve se fazer novamente até que a carga emocional diminua e culmine no desaparecimento da mesma (p. 115).


Ao interpretar o trecho explicado acima, não está explícito, propriamente dito ou de modo concreto que essa técnica está como indicada para lidar com a raiva, suas variantes ou mesmo com a agressividade, mas fica subtendido, entendido implicitamente, que pode se utilizar esse procedimento/processo para casos de distúrbios relacionados a emoções negativas – tendo sua máxima eficiência em situações em que houve uma “experiência traumática bem definida” ou “tensão emocional prolongada” (p. 116). A limitação desse exercício ocorre, por seus efeitos constituírem em desfazer apenas alguns sintomas, não eleminando as causas dessa carga, assim não constituindo em cura.


Essa prática funciona melhor na situação do paciente estar no divã, relaxado, com os olhos cerrados, não vendo o “filme” da vivência como “de fora”, mas ”de dentro” do evento vivido, como uma ator “em” um filme. O paciente não deve buscar o controle durante essa experiência, deixando se livre para (re)vivenciar o acontecido, de modo fluído e integralmente como um todo em termos temporais: início, meio e fim – e de qualquer dos cinco sentidos estimulados no evento original, assim como um sentimento, se esse esteve presente na experiência primária (p. 116).


Encerra se o assunto de reviver a situação, colocada brevemente e parcialmente sobre como utilizá-la para “eventos futuros” e segue-se para a “Expressão Verbal”, também como técnica de “catarse”. Essa catarse acontece – às vezes de modo espontâneo - em momentos em que uma pessoa por uma situação ruim e está compulsivamente relatando essa situação, o que efetiva-se como um “processo autoterapêutico” - descarregando a emoção (p. 117). Esse mesmo comportamento, de verbalizar repetidamente sobre um momento de desconforto ou angústia, pode funcionar como uma forma de adquirir atenção ou demonstrar importância. Mas mesmo se a pessoa a utiliza com esse intuito, a emoção descarrega mesmo assim, e essa atenção, adquirida, dos outros está como terapêutica. Contudo existe um ponto, um momento, em que se vale de parar esse comportamento – de repetição do mesmo conteúdo-, quando uma “verdadeira descarga” não acontece e essa forma de agir está como “um impulso – numa atitude de autocomplacência masoquista” - para buscar interesse e atenção (p. 117).


Assagioli rapidamente discorre sobre a utilização da escrita como terapêutica, como “catarse”- exemplificando o de escrever uma carta – como meio de descarregar a emoção, de raiva – e entregando a para o terapeuta ou, mesmo, queimando-a – produzindo uma “satisfação simbólica”.


Estende-se sobre a escrita, mas mais particularmente sobre a de um diário, como descarga ou, em outra palavras, como “catarse” - além de outros benefícios que se tem em escrever em um diário e mostrar seu conteúdo ao terapeuta.

 

Um outro processo catártico considero no capítulo base desta resenha, está a “Descarga Muscular”. Método que está na categoria de transmutação, mas por estar como simples, apresenta-se neste capítulo – e que funciona para lidar com a agressividade e tem, assim como, a técnica de escrever uma carta, uma “satisfação simbólica”.


Em “distúrbios neuróticos” pode-se usar muitas técnicas com resultados positivos, se o paciente está adequado e apto ou pode colocar-se apto pelo terapeuta para estar consciente das suas escolhas de ação, estar também desidentificado, em outras palavras, como um observador de si mesmo – assim em uma situação em que ele tenha consciência da escolha de seus atos e, dentro do possível, com humor.


Assagioli conta-nos um exemplo em que um jovem tinha ataques de raiva e agressividade “quebrando móveis de sua casa” e um fobia. Ficava com muita raiva de sua fobia.

 

No início desse exemplo, o paciente disse ter controle sobre sua raiva e agressividade, até um primeiro momento, depois, passado este, ele perdia o controle de seu comportamento. Foi dito, então, que o paciente separasse “objetos ou material para destruir” – e assim foi escolhido um conjunto de “velhos catálogos telefônicos” (p. 119).


Assim no primeiro momento de raiva, quando ainda estava no controle, rasgou os catálogos, pegando várias folhas de uma vez fazendo desse modo “a exigir maior esforço muscular” e tomando uma atitude de humor em relação a essa ação e estando consciente de estar descarregando sua agressividade (p. 119). Repetiu esse padrão para lidar com a raiva, com resultado satisfatórios, deixou de “quebrar móveis” e quase no final de seu atos, começou a rir, achando-os ridículos (p. 119). Nesse processo sua fobia arrefeceu-se e desapareceu. Nota-se que esse medo, a fobia, poderia estar como uma punição inconsciente infligida a si mesmo causada pela culpa que sentia.


O texto segue com algumas considerações sobre o exemplo acima, aborda desvantagens de algumas dessas técnicas e continua, sobre técnicas de catarse, expondo sobre a “Análise Crítica” que por sua complexidade e necessidade de conhecimento mais avançado da Psicossíntese, para a compreensão satisfatória disso, deixaremos de fora desta resenha.

domingo, maio 10, 2020

Algumas Palavras


“To see a World in a Grain of Sand

And a Heaven in a Wild Flower

Hold Infinity in the palm of your hand

And Eternity in an hour”


- William Blake

quinta-feira, maio 07, 2020

Algumas Palavras


“A beleza da mudança estrutural e institucional é que os benefícios são partilhados por todos. Alguém que se dedique  à compaixão também  estará comprometido com mudança social – não apenas com a transformação pessoal. Pessoas que trabalham para promover a justiça social, o respeito aos direitos humanos e mais democracia no mundo são defensoras da compaixão em ação.”


- Thupten Jinpa, “Um Coração sem Medo: por que a compaixão é o segredo mais bem guardado da felicidade”

terça-feira, maio 05, 2020

Pequenas Dicas - VII


“Yet another potential benefit of practicing open monitoring [o tipo de meditação de “monitoramento aberto”] is enhancing our appreciation for the richness of the moment. When we practice attending to sensory experience in meditation, during the rest of our day we tend to taste, touch, see, feel and smell things more vividly, increasing our capacity to savor experience and deeply enriching our day-to-day life.”


- Susan M. Pollak, Thomas Pedulla e Ronald D. Siegel, “Sitting Together: Essentials Skills for Mindfulness-Based Psychotherapy”


sábado, maio 02, 2020

Prática de Vida Integral (PVI) - II - Coluna: Minha PVI Atual – Versão 42


Todo primeiro sábado de cada mês, uma versão atualizada da minha Prática de Vida Integral.


Com o passar do tempo, minha PVI, modificou várias vezes. Atualmente - 2 de maio 2020 - continuo praticando a PVI, com algumas mudanças. Venho falar de algumas práticas que tenho feito nos Módulos Básicos (Corpo, Mente, Sombra e Espírito) e - adiciono – duas práticas de Módulo Auxiliar (Sistemas) e (MetaPrática):


Módulos Básicos

=> Corpo:

- Corpo Físico/Grosseiro:

  • Tomar água logo após acordar, seguida de lavar o rosto. Prática Auxiliar: logo antes de dormir, verificar se tem água no copo, para tomar ao acordar. Se não tiver, colocar água nele.

  • Sono: evitar estar no computador uma hora antes de dormir.

  • Alongamentos (incluindo "alongamento relaxante"), fortalecimento muscular, caminhadas.

  • Evito doce uma vez por semana. Acrescento a isso, seis dias da semana em que evito exceder essa ingestão de doce por mais de uma refeição.

  • Evito beber água gelada.

  • Evito beber 500ml ou mais em uma refeição.

  • Evito queijos amarelos, prefiro queijos brancos.

  • Evito também frituras.

  • Além disso tudo, evito alguns outros alimentos.


=> Mente:

  • Leitura diária.

  • Escrita (quase) diária.


=> Espírito:

  • Prática de meditação: de “atenção plena” (“mindfulness”) de “escaneamento corporal” (prática formal diária).

  • Três momentos de prática informal por dia.

  • Zazen* - mínimo de 10 minutos por dia – seguido de visualização* – mínimo de 20 minutos por dia.


=> Sombra:

  • Psicoterapia, uma vez por semana.


Módulos Auxiliares

=> Sistemas:

  • Evitar usar canudo (para beber).


=> MetaPrática:

  • Agenda (quase todos os dias).


* De acordo com as instruções de Nicholas Graham no livro “The Four Powers: Magical Practice for Beginners of All Ages”.

terça-feira, abril 28, 2020

Experiência de Prática Meditativa e “Alteração do Estado de Consciência”


Domingo passado (26/04/2020) terminei uma pequena “jornada” de prática de meditação. Completei uma série de trinta e dois dias, praticando ao menos meia hora por dia, todos esses dias (seguidos), de uma prática chamada de “zazen”, de acordo com Nicholas Graham, e suas instruções – pratiquei de modo adaptado – mas seguindo sua proposta de fazer mais ou menos durante um mês, caso não sinta o efeito/resultado, em uma semana – que seria a de “diminuição da velocidade dos pensamentos”.


Digo que em uma semana ou, talvez, menos, senti certa “alteração do estado de consciência” mas ela só ficou escancarada e evidente do dia 18/04/2020 - sábado- em diante – quando entrei durante esse exercício em um estado significativamente “diferente”. Esse “estado” permaneceu mais ou menos constante, e mais ou menos intenso, nas sessões seguintes – mas quase imperceptíveis nos momentos entre as essas sessões.


Aqui descrevo as instruções de Nicholas Graham, adaptadas, que em outra palavras, quero dizer, como fiz:


Coloquei uma folha branca de papel A4, na vertical, em frente de uma das portas de meu armário, no quarto pessoal, pregada na parte superior por “fita adesiva” - útil pois “diminui as distrações”.


No primeiro e/ou segundo dia, aprendi a distância “adequada” que ficaria nesse exercitar, da porta do armário – distância que “variou um pouco” durante a extensão, da temporada, em que pratiquei. Nos primeiros dias, ao menos em alguns deles, tive sonolência “pesada”, se só contei esses trinta e dois dias, após não ter sono ou sono “leve”.


Exercitei sentando em uma cadeira com encosto – utilizando-o como apoio para as costas-, com os pés sobre um banco de madeira, para que eu pudesse estar firme com os pés lá no chão (indiretamente) - o banco fica entre o meu pé e o chão e tem a função de não deixar os pés no ar ou mal sentado, na cadeira, e com os pés no chão.


Assim, minhas coxas ficam paralelas ao chão, os joelhos com uma dobra de 90o. graus, e os pés também paralelos. Coloquei as mãos apoiadas sobre os joelhos.


Ao sentar, me acomodava na cadeira e mexia os pés – para tirar a tensão deles - e balançava de frente para trás, e de um lado para o outro. Após isso ajustava o pescoço e a cabeça, de modo que olhos, horizontalmente, “caíssem” (ficassem), mais ou menos no centro da folha de papel.


Buscava manter o olhar que não era fixo e sim relaxado, mais ou menos no centro do papel. Muitas vezes, espontaneamnte me percebia, durante o exercíco, em volto em pensamentos, e logo, ao perceber isso, voltava o olhar e a atenção para o centro da A4 e deixava os pensamos passeram “naturalmente”, “agitarem” “naturalmente” - se essa agitação ocorresse – sem força a agitação e sem forçar eles acalmarem.


Com o tempo – após muitas sessões dessa prática - os pensamentos começavam durante o exercício, a “aparecer com menos intensidade” - e como mais muitas sessões -, às vezes, pareciam quase desaparecer e, mais raramente, talvez, desapareciam por alguns décimos de segundo, ou, alguns poucos, segundos.


Dentro de algumas sessões dessa prática, às vezes, buscava tentar contar quanto tempo (aproximado) do exercício, já deveria ter passado. No geral, começava com fases de prática – iniciei; iniciei mesmo; já passou mais ou menos um minuto; e contava mais ou menos um, dois e três minutos de prática; agora comecei a prática mesmo; alguns minutos mais; estou no meio da prática e “agora, só descer”; passei do meio – ás vezes pulava uma ou algumas dessas “marcas” ou acrescentava algumas – como, por exemplo, a quase no fim.


Vejo que essa maneira de “contar” o tempo, vem de uma ansiedade de terminar logo a prática, mas que com o “resultado” ou “estado alterado”, sem perceber, já tinha passado mais tempo do que imaginava. E além disso, colocava o “relógio de pulso” para despertar, e era em termos práticos – a não ser como forma de lidar com a ansia -, desnecessária a “contagem”.


Acho que acima, passei uma ideia básica, com alguns detalhes, de como pratiquei e como foi praticar essa meditação zen-budista, instruído por Nicholas Graham – no seu livro “The Four Powers: Magical Practice for Beginners of All Ages”.


Referência


GRAHAM, Nicholas. The Four Powers: Magical Practice for Beginners of All Ages. Stafford: Immanion Press, 2009.


Update (27/08/2020)


Experiência de Prática Meditativa e “Alteração do Estado de Consciência” – Continuação:


https://aliceunbound.blogspot.com/2020/05/experiencia-de-pratica-meditativa-e.html


Experiência de Prática Meditativa e “Alteração do Estado de Consciência” - Continuação da Continuação:

https://aliceunbound.blogspot.com/2020/08/experiencia-de-pratica-meditativa-e.html

Podcasts Ouvidos – Podcasts em Português (Versão 1)


Abaixo listo os "podcasts" que ouvi, com o respectivos endereços, para quem quiser ouvir (aos poucos vou acrescentando os novos "podcasts", nas versões posteriores dessa postagem):


Chaoscast


- Espisódio 1 - Magia:


http://chaoscast.blogspot.com.br/2009/10/episodio-01-magia.html


- Episódio 2 - Wicca:


http://chaoscast.blogspot.com.br/2009/10/episodio-2-wicca.html


Conversa entre Adeptus


- Episódio 1 - Guardiões do Astral e Magos de Facebook:


http://www.deldebbio.com.br/2012/08/24/conversa-entre-adeptus-guardioes-do-astral-magos-de-orkutfacebook/


- Episódio 2 - Introdução à Meditação:


http://www.deldebbio.com.br/2012/08/30/conversa-entre-adeptus-02-introducao-a-meditacao/


- Episódio 3 - Mediunidade:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-03-mediunidade/


- Episódio 4 - Da Magia e Mediunidade à Goétia e o Amor:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-04-da-magia-e-mediunidade-a-goetia-e-o-amor/


- Episódio 7 - Kabbalah Hermética:


http://www.deldebbio.com.br/2012/10/11/conversa-entre-adeptus-07-kabbalah-hermetica/


- Episódio 23 - Chakras - Parte I:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-23-chakras-parte-1/


- Episódio 23 - Chakras - Parte II:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-23-chakras-parte-2


- Episódio 24 - Práticas Terapêuticas de Autocura:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-24-praticas-terapeuticas-de-autocura/


- Episódio 25 - Entrevista com Marcelo Del Debbio - Parte I:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-25-entrevista-com-marcelo-del-debbio-parte-1/


- Episódio 25 - Entrevista com Marcelo Del Debbio - Parte II:

http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-25-entrevista-com-marcelo-del-debbio-parte-2/


- Episódio 26 - Vertentes de Umbanda - Parte I:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-26-vertentes-de-umbanda/


- Episódio 27 - Conversa entre Adeptus: [Hangout] 02 Magos de Internet vs Magos da Prática:


http://www.youtube.com/watch?v=u9YWRKCijZI&feature=c4-overview&list=UUWUprOE-qT2UA8F7Xl64p9g


- Espisódio 28 - O Louco, O Mago E A Jornada do Tarot:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-28-hkt-o-louco-o-mago-e-a-jornada-do-tarot/


- Episódio 29 -  Crowley e Thelema:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-29-crowley-e-thelema/


- Episódio 31 - O Que é Felicidade?:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-31-o-que-e-felicidade/


- Episódio 33 - Vampiro, Da Ficção À Realidade:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-33-vampiro-da-ficcao-a-realidade/


- Episódio 35 - Do mito à espiritualidade dos Cavaleiros de Zodíaco:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-35-do-mito-a-espiritualidade-dos-cavaleiros-do-zodiaco/


- Episódio 36 - Conhecendo O Gnosticismo:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-36-conhecendo-o-gnosticismo/


- Episódio 37 - Ayurveda, A Medicina Tradicional Indiana:


http://conversaentreadeptus.com/site/episodio-37-ayurveda-a-medicina-tradicional-indiana/


Demasiado Humano – Psicoterapias e Desenvolvimento Pessoal


- DH 005: Pranshu – Marco Marczak, Terapeuta Corporal e Acupunturista – Parte 1:


http://www.demasiadohumano.com.br/pranshu/


- DH 006 (Reprise): Pranshu – Marco Marczak, Terapeuta Corporal e Acupunturista – Parte 2:


http://www.demasiadohumano.com.br/dh-006-reprise-pranshu-marco-marczak-terapeuta-corporal-e-acupunturista-parte-2/


- DH 029 (Reprise): Tiago Tatton – Psicólogo clínico com enfoque em Mindfulness:


http://www.demasiadohumano.com.br/dh-029-reprise-tiago-tatton-psicologo-clinico-com-enfoque-em-mindfulness/


- DH 030: Tiago Tatton – Psicólogo clínico com enfoque em Mindfulness – Parte 2:


http://www.demasiadohumano.com.br/426/


- DH 086 – Russell Jones – Terapeuta de Experiência Somática:


http://www.demasiadohumano.com.br/dh-086-russell-jones-terapeuta-de-experiencia-somatica/


- DH 097: Escuta Empática (ou Compasssiva):


http://www.demasiadohumano.com.br/dh-097-escuta-empatica-ou-compassiva/


Dragão Brasil


- DB – # 129


- DB – # 131


Podcast Dragão Brasil


- 009 – Literatura de RPG:


https://jamboeditora.com.br/wp-content/uploads/2018/10/podcast-db-009.mp3


Projeto Mayhem


- Projeto Mayhem – 04 – Artes Marciais e Hermetismo:


https://projetomayhem.podbean.com/e/projeto-mayhem-04-artes-marciais-e-hermetismo/


- Projeto Mayhem – 08 – Exercícios Fundamentais:


https://projetomayhem.podbean.com/e/projeto-mayhem-08-exercicios-fundamentais/


- Projeto Mayhem – 09 – Exercícios Fundamentais – parte 2:


https://projetomayhem.podbean.com/e/projeto-mayhem-09-exercicios-fundamentais-parte-2/


- Projeto Mayhem – 12 – Bibliografia de Hermetismo I


https://projetomayhem.podbean.com/e/projeto-mayhem-12-bibliografia-de-hermetismo-i/


- Projeto Mayhem – 18 – Meditação:


https://projetomayhem.podbean.com/e/projeto-mayhem-18-meditacao/


Vortex Chaos Cast

- Cortex ChaosCast


- Ep 0 – A Ascensão de Prometeu:


http://vortexcaoscast.com.br/2019/02/15/cortex-caoscast-0-a-ascensao-de-prometeus/


- Ep 1 – O Livro dos Resultados:


http://vortexcaoscast.com.br/2019/04/03/cortex-caoscast-1-o-livro-dos-resultados/

segunda-feira, abril 27, 2020

A Raiva – Uma Revisão Bibliográfica - Parte 3: na Psicossíntese – Parte A


Se você não leu as Partes anteriores, pode ler adiante e de forma independente da Primeira Parte e Segunda Parte


A Psicossíntese e Roberto Assagioli


A Psicossíntese foi criada por Roberto Assagioli (1888-1974), um psiquiatra italiano, que incluiu a Espirtualidade em seu trabalho psicoterapêutico[1], recebendo influência da Psicanálise - criada por Sigmund Freud (1856-1939) - e da Psicologia Analítica – criada por Carl Gustav Jung (1875-1961) – sendo essa última psicologia, chamada popularmente de “psicologia junguiana”.


A Psicossíntese em síntese está como:


um método de desenvolvimento psicológico e auto-realização para aqueles que se recusam a permanecer escravos dos seus próprios fantasmas interiores ou das influências externas, que não se deixam submeter passivamente à atuação das pressões psicológicas que se carregam dentro de si, e que estão determindados a se tornarem os mestres de sua própria vida (ASSAGIOLI citado por PARFITT, 1990, p.11).


E este trecho complementa, considerando-a como:


um tipo específico de psicoterapia e, contudo, ainda é mais do que simples psicoterapia. É um conjunto de técnicas e exercícios elaborados que nos auxiliam a deixar o que não desejamos em nossa vida, aproximando-nos do que mais almejamos. Não se baseia unicamente em teorias, mas é um método que integra princípios e técnicas de muitos outros sistemas direcionados ao crescimento pessoal (PARFITT, 1990, p.11).


Livros sobre Psicossíntese e A Raiva


Abordaremos aqui dois livros sobre Psicossíntese, que contempla o tema da “raiva” - “O Que Podemos Vir a Ser”, de Piero Ferrucci, e o “Psicossíntese: Manual de Princípios e Técnicas”, do próprio Roberto Assagioli. Esses dois autores, assim como a parte anterior deste artigo - “Parte 2: no Desvio Espiritual”-, possui uma visão espiritualista.


Esta parte, a “Parte A” funciona como uma “Introdução” à Psicossíntese”, já a “Parte B'”, está estruturada como uma resenha do livro de Piere Ferrucci e a “Parte C”, faz o mesmo, mas com o livro, citado acima, de Roberto Assagioli.


Nisso a “Parte B” tem como fonte o Capítulo “7. TIGRES EM FÚRIA: Os usos e abusos da agressão”, do respectivo livro. A “Parte C”, usa como base parte do “Capítulo IV”, também, do respectivo livro.


Uma Nota sobre Piero Ferrucci


Piero Ferrucci está como psicólogo, psicoterapeuta e filósofo. Estudou com o criador da Psicossíntese e escreveu diversos outros livros: “Graça Inevitável”, “O Que as Crianças nos Ensinam”, “O Poder da Gentileza”, “Beleza e a Alma” e “Sua Vontade Interna” - escritos de modo “solo” - e o “A Criança dos Seus Sonhos” - com Laura Huxley – e editou, com Aldous Huxley: “A Situação Humana” - todos esses títulos de livros foram traduzidos do inglês – pelo autor deste artigo.


Ferrucci foi sobrinho de Laura Huxley e Aldous Huxley. Vive em Florença, na Itália, com sua esposa e dois filhos.


[1] Considerada assim, por essa inclusão, uma abordagem de Psicologia Transpessoal, aquela psicologia que estuda os estados “além do pessoal”, que transcedem o pessoal.

sábado, abril 25, 2020

Livros Relidos – Versão 5


- A Prática de Vida Integral: Um guia do Século XXI para Saúde Física, Equilíbrio Emocional, Clareza Mental e Despertar Espiritual (Ken Wilber, Terry Patten, Adam B. Leonard e Marco Morelli)
- Atenção Plena para Iniciantes: usando a prática de mindfulness para desenvolver o foco no momento presente, acalmar a mente e transformar sua qualidade de vida (Jon Kabat-Zinn)
- Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach)

- Integral Communication (Thesis to Graduate School in partial fulfillment of the requirements for the degree of Master of Arts in Mass Communications - Adam B. Leonard)
- Introdução ao Coaching Integral ICI (Paul Anwandter)

- Tornar-se Pessoa (Carl R. Rogers)

quinta-feira, abril 23, 2020

A Raiva – Uma Revisão Bibliográfica - Parte 2: no Desvio Espiritual


Se você não leu a Parte 1, pode ler adiante e de forma independente da Primeira Parte


Sobre o livro


Esta resenha busca discursar focalizadamente sobre a “raiva” no contexto do “Desvio Espiritual”, tendo como base o livro “Desvio Espiritual: Quando a Espiritualidade nos Desconecta do Que Realmente Importa”, de Robert Augustus Masters, PHD - originalmente em inglês, entitulado de: “Spiritual Bypass: When Spirituality Disconnects Us from What Really Matter” - não conheço versão traduzida, para o português, deste livro.


Robert Augustus Master está como um “psicoterapeuta integral”, incluindo no seu trabalho: Corpo, Mente, Espírito e Emoções – além disso fala, segundo a perspectiva, da “Teoria Integral”, de Ken Wilber – sendo que existe uma citação-comentário desse último sobre o primeiro na capa do livro.


Robert Masters define “desvio espiritual” como: “o uso de práticas e crenças espirituais para evitar lidar com nossas sensações/sentimentos de dor, feridas não-resolvidas, e necessidades de desenvolvimento.” (p. 1). A “raiva” pode aparecer como “desvio espiritual” - apesar dessa ideia estar como a principal nesse artigo, abordamos a “raiva”, também sobre outros aspectos, fora do “desvio”, e “não espirituais”.


“Fazendo uso Sábio da Raiva”


Abordemos, aqui, desse livro, apenas um Capítulo – o décimo primeiro - “Fazendo uso Sábio da Raiva” (originalmente em inglês: “11. Making Wise use of Anger”).


“Ter 'raiva' está considerado como incorreto” em diversos grupos e “isso está como verdade para a maioria dos ensinamentos Buddhistas” (p. 75). Segundo “isso a raiva não está sendo considerada como algo a mais do que agressão e reatividade hostil (…).” (p. 75).


“Sentimentos reprimidos não vão embora, porque agora somos espirituais. De fato, eles podem ficar piores.” (p. 76). A “raiva” pode nos “possuir” ou podemos “romantiza-la, racionalizando nossas pulsões 'naturais', para expressar nós mesmos, sem inibição em nome de liberta-las e da honestidade.” (p. 76).


“Nesses dois casos a raiva é tratada como um entidade endógena ou massa, uma coisa para ser amordaçada ou solta. O campo Psicoespiritual pode questionar sobre os perigos de solta-la ou guarda-la.” (p. 76).


“Não existe nada inerentemente errado ou ruim com a raiva; isto não é necessariamente um problema – um sinal de negatividade ou escorregão espiritual ou evitação de algo mais 'profundo' – ou um sinal de não importar ou cuidar.”. Podemos tomar duas atitudes em relação à raiva: nos culpar ou nos responsabilizar por ela.


Podemos “Exortar a desinibição para 'entrar dentro da raiva' pode nos levar justamente a uma forçada raiva de performance, que não nos leva a visão (insight) de cura, mas um simplista excesso de confiança (e possivelmente agressivamente-reforçador) processo catártico.” (p. 77).


“Contudo, não é tão fácil cultivar intimidade com a nossa raiva. Vindo a chegar perto de seu calor sem perder o contato com nossa sanidade básica.” (p. 77). Mas, podemos encontrar a “luz” da/na “raiva” e isso depende de como nos relacionamos com ela. Nós podemos tratar a raiva de diversas formas.


A “raiva” “não está como uma única emoção, mas ao invés disso uma família de [variadas] emoções relacionadas (...)” - por exemplo – “duas emoções como inveja e ressentimento, podem parecer muito similares, tendo muitas características fisiológicas em comum, ainda que difiram.” (p. 78). Além disso, está como importante “diferenciarmos sensações que associamos com raiva, da raiva em si.” (p. 79). Mais uma diferença importante, está em diferirmos “que raiva, não está necessariamente como o mesmo de agressão.” (p. 79). “A agressão envolve ataque, enquanto a raiva pode ou não [corresponder à 'agressão].” (p. 79).


Existem quatro “abordagens/aproximações” para “trabalhar com a raiva” (p. 80):


RAIVA-DENTRO: “refere-se a estratégias que favorecem a restrição e redirecionamento de energia característica da raiva crua. (…) esta abordagem advoga a ênfase a importância de não expressar diretamente a raiva.” (p. 81).


RAIVA-FORA: “refere-se a abordagens que enfatizam a importância de expressar diretamente e completamente (fully) as energias e intenções da raiva.”. Advoga “que raiva suprimida não está como saudável. (…) [e] superenfatiza a mera abordagem física a raiva” (p. 81).


RAIVA-MANTIDA-COM-CONSCIÊNCIA PLENA (originalmente: “MINDFUL HELD ANGER”): “refere-se a abordagens em que a raiva está como conscientemente contida ao invés de emocionalmente expressa, e participou meditativamente para uma chave de intenção de não suprimir a raiva e não atua-la. (…) essa abordagem oferece a solução para a dicotomia raiva-dentro/raiva-fora.” (p. 82).


RAIVA-CORAÇÃO: “refere-se as abordagens em que abertamente expressa-se raiva e consciente compaixão (…). Coloca junto as virtudes de raiva-dentro, raiva-fora e raiva-mantida-com-consciência-plena (…).” (p. 82).


A “raiva” está pode estar como “construtiva” ou “destrutiva” e nós temos a escolha se ela estará deste ou daquele modo. “Precisamos (…) deixar de ver isso [“a raiva”] como um problema ou obstáculo espiritual (…).” (p. 83).


Podemos levar compaixão à “raiva” “encontrando [a] (…) com consciência plena (mindfulness) (e genuíno cuidado.” e “precisamos (…) nos aproximar da raiva sem [atitude de] aversão, que significa ficar mais íntimo com qualquer julgamento que tenhamos disso.” - Master acrescenta - “não estar íntimo [com a raiva], está como uma escolha perigosa, nos deixando desligados/apartados do potencial positivo das muitas energias que pode tão facilmente virar agressão, ódio e mesquinharia.” (p. 83).


Temos várias possibilidades de lidar com a “raiva”, entre elas: (1) ter raiva da “raiva”, (2) rejeita-la, (3) nega-la ou (4) nos desconectar dela.


Está como possível treinarmos para “conhecermos mais nossa raiva e quanto mais apto estamos em expressar isso [a “raiva”], estamos mais propícios a habilidosamente lidar com a raiva dos outros.” (p. 85).


E o Capítulo conclui e finaliza (p.87):


Por muito que gostaríamos de pensar de outro modo, a raiva não desaparece quando evoluímos ou despertamos; de fato isso pode vir a estar mais ardente, mas queima mais e mais claramente, limpando o templo do que não pertence a lá e servindo ao bem-estar de todos os envolvidos. Então, não faça como objetivo, a alcançar, o de desviar a raiva a todo custo. Aspire a algo mais vital: uma clara, consciente, completamente viva raiva, raiva que flameja e sangra, raiva coração.